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Observatório que não observa nada |
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O Observatório da Emigração, lançado, com pompa e circunstância em 2008, pelo actual SECP, seria uma ideia válida e necessária se os princípios que estiveram na génese da sua criação não fossem desde logo desvirtuados por força do desprezo a que estas coisas das comunidades portuguesas emigradas merecem da parte de certas figuras da nossa praça. De quando em vez, para justificar as enormes verbas despendidas num gabinete que apenas divulga teorias e nada concreto, aparecem estatísticas aberrantes, infundamentadas ou, então, factos que todos conhecemos, que já foram estudados e analisados vezes sem conta, debatidos na mais simples das associações, trazidos a discussão pelos anteriores Conselhos das Comunidades Portuguesas. O Dr. Simões Bento é o director deste Observatório, com reconhecido valor e saber noutras matérias, mas desinformado nesta. Vem á praça divulgar estudos sobre a emigração que, repete, são sempre provisórios. Que são sempre fruto de uma análise que depende de outras fontes que não controla. Que os registos nos Consulados não são obrigatórios, e por ai fora. Como assim, Dr. Simões Bento? Dados provisórios? E quando é que temos os definitivos? Registos Consulares não são obrigatórios? Mas quem é que não sabe isso? Esta lengalenga já começa a cheirar a conversa para adormecer. É altura de acabar com esta farsa do Observatório da Emigração. Porque serve para dar umas “massas” a uns quantos, e para nos dizer aquilo que todos nós já sabemos e, nalguns casos, pior ainda como aquela farsa em relação à comunidade no Reino Unido (lembram-se daquele estudo do ano passado que referia haver naquele país uns meros 80 mil portugueses?)
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