Um País sem solução PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Hoje, já não temos dúvidas e cada vez mais se vão confirmando as certezas.
A responsabilidade pela situação a que chegou o País é desta classe política e do nosso completo alheamento e incapacidade de reagir.
É um facto que atingimos o ponto mais baixo da decência com José socrates.
Mas a verdade é que nunca verificámos por parte dos restantes partidos, ou lideres partidários, as tomadas de posição que eram exigidas perante as evidências que de forma tão nítida iam sendo trazidas a conhecimento publico.
E vamos apenas referir-nos á Comunicação Social.
Foi triste vermos sair do ar o jornal de sexta da TVI, assim como o afastamento de José Manuel Fernandes da Direcção do Publico e mais recentemente a tentativa de silenciar Mário Crespo.
Nestes casos, nunca sentimos um esboço de contestação, ou apoio, ou revolta mesmo, perante a afronta á liberdade de informação que isso significava.
Quando em defesa dessa liberdade, um grupo de bloguers conseguem 9.000 assinaturas em 3 dias e depois não é possível juntar mais que algumas dezenas de pessoas frente á Assembleia da Republica, mais uma vez nos interrogámos sobre o nosso papel e a possibilidade de podermos contribuir para qualquer coisa melhor neste País.
Note-se que no caso do "jornal de sexta", pouco mais que uma dúzia de pessoas se deslocou a Queluz.
Isto leva-nos a concluir que hoje existem três forças bem diferenciadas na sociedade Portuguesa.
Numa, os seguidores das formações politicas.
Noutra, a grande massa inerte e inculta que representa mais de 60% do País.
Na terceira, um grupo de gente de nível intelectual e com posições esclarecidas, que se manifesta nos Blogues e que são a pequena face visível de alguma contestação, mas que não tem força nem capacidade para a movimentação de "massas".
E nós sabemos que;
Sem uma revisão profunda das leis eleitorais e a consequente alteração do Sistema Politico,
Sem uma profunda alteração do sistema Judicial
Sem a reformulação do sistema económico e financeiro
Sem a adopção de novas regras para o funcionamento da actividade empresarial,
O País não terá solução.
Também sabemos que os partidos políticos não estão interessados nem irão colaborar de forma pacífica para se corrigirem as actuais distorções.
È que todos eles se alimentam dos mesmo sítios e as "faces" que vão sendo descobertas, demonstram até que ponto desceu esta classe política.
É assim natural que os casos que "têm vindo a lume", nunca sofram a contestação nem a tomada de posições firmes que eram exigidas. A maioria está comprometida com este sistema corrupto e indigno que se instalou e tem servido às cúpulas partidárias.
O mal é que o País, infelizmente está cego, surdo e mudo.
Ou seja, somos um País sem solução à vista e só a desgraça colectiva que se aproxima, poderá criar as condições para uma alteração do actual Sistema.